Vai Pra Casa, Mané - Lost in Japan

Posted: 18 Mar 2011 09:28 PM PDT

Vai pra casa, Uchoa!

Pedido  - Alguém poderia mandar o Sr. Marcos Uchoa pra casa (Globo)?
Como o sujeito fala besteira, não entende NADA do que se passa aqui.
Mas tá lá, criticando tudo e todos... não é hora pra jornalista debochado e sensacionalista.
Já basta a usina lançando tanta porcaria no ar, não precisamos de mais.
MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA.


Temos aqui o Roberto Kovalick, que faz um esforço para tentar entender o país e sua cultura.

E na Globo Internacional a jornalista Silvia Kikuchi (apresentadora do JPTV), que entende a cultura, o idioma, o modo de pensar e agir dos japoneses.
Sabe o que realmente se passa no Japão, tem feito um trabalho muito bacana no twitter inclusive. Ou seja, não é falta de profissional...

Depois a Globo Internacional Japão não entende porque perde tantos assinantes!
Há mais de 250 mil brasileiros radicados no Japão de olho no que é transmitido via tv, falando daqui.
É bom não esquecer disso. E depois a gente manda a conta do hospital dos parentes no Brasil que estão enfartando, por causa desse "show de notícias".
(TV era boa para botar vaso em cima, mas agora é tudo tela fina...)

Não deixe de visitar o post no "Clube da Necessaire", o incrível blog da minha amiga Amanda.
Crianças também ajudando, num bonito exemplo de solidariedade: aqui!

http://lostinjapan.portalnippon.com/2011/03/vai-pra-casa-mane-lost-in-japan.html

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Uma Semana - Terremoto de Touhoku - Lost in Japan

Posted: 18 Mar 2011 01:38 AM PDT

MUITO OBRIGADO A TODOS OS AMIGOS QUE TEM ENVIADO MAILS, COMENTÁRIOS E RECADOS DIVERSOS DE APOIO E INCENTIVO. É DE GRANDE AJUDA, PARA NÓS TODOS, AQUI AGRADEÇO.
NÃO HÁ, ATÉ O PRESENTE MOMENTO, REGISTRO DE BRASILEIROS MORTOS OU GRAVEMENTE FERIDOS NO PAÍS.

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14h46. Um minuto de silêncio em todo o país.
Há uma semana atrás o Japão entrava em seu pior momento neste século.
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O amigo Antônio, jornalista e que há muito tempo faz um bonito trabalho social em Nagoya publicou alguns avisos importantes
em seu twitter, vou divulgar aqui:
PEDIDO: vamos retuitar notícias vindas de fonte segura. Não espalhemos boatos ou o que alguém comentou. Nessa hora a precisão é uma prece.
PEDIDO 2: Por favor, não deem dinheiro na mão de ninguém. Depositem em conta de banco de organizações confiáveis. Muito cuidado nessa hora.
PEDIDO3: A situação é difícil, mas não nos entreguemos ao desespero nem ao imediatismo. Busque informação e ajuda se precisar. Tamos juntos
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FAQ (Respondendo):

* Só sei o que devo fazer na minha vida:
Entendo tanto a posição de quem fica como a de quem quer ir/está indo embora.
É uma situação tensa, limite (quarto maior terremoto do mundo, G-Zuis, não é chuva de verão!).
Cada um faça o que julgar certo, de acordo com suas possibilidades e consciência.
Da minha vida sei eu, da vida do outro sabe ele e c'est fini.
* Radiação não é transmissível ou contagiosa!
O césio, plutônio - elementos químicos e não biológicos, não se reproduzem e não são passados por um espirro ou contato. (Desculpe escrever isto aqui, mas sim, me perguntaram isto algumas vezes - tenho testemunhas, inclusive).
Nem será preciso mandar os seus parentes recém-chegados ao Brasil para salas de descontaminação.
* Cada abrigo na região afetada faz suas regras de acordo com o que tem disponível e o número de pessoas.
Não sei de onde saem absurdos do tipo: homens comem dois bolinhos de arroz e mulheres apenas um.
A distribuição é igual, conforme relatos das reportagens locais, dos próprios abrigados.
Apenas velhinhos e crianças têm preferência caso haja excedente, ou então os que estão em trabalho voluntário considerado mais penoso.
Com licença, o período medieval no Japão já acabou faz um certo tempo.
* E ninguém tome iodo por conta, o iodo à venda nas farmácias japonesas é para gargarejo e não para ser ingerido.
Nem aumentem o consumo de sal, como
já acontece na China. Em vez de radiação, vão morrer de pressão alta!
* Japoneses e estrangeiros tem ajudado e muito!
Não tem "mais ou menos bonzinho" nesta hora, tem é gente que ajuda.
Todo mundo faz o que pode, da maneira que entende o que seja ajudar (no nosso caso, os brasileiros que aqui vivem e não entidades oficiais, que isso fique bem claro).
Gente é gente, ué. Tem coração, alma, generosidade, bondade.
Até crianças tem contribuído, de alguma forma (visitam velhinhos para acalmá-los, ajudam nos afazeres de cada abrigo, etc).
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Por estas ruas....

A única coisa que notei aqui de diferente (região que praticamente não foi afetada pelo terremoto Touhoku) é ver algumas pessoas com a expressão muito triste ou até mesmo chorando pelas ruas.
Alguns cartazes com mensagens de incentivo no comércio... pontos de recolhimento de donativos que aumentaram muito. Onde moro não há racionamento de luz ou de qualquer coisa, mas voluntariamente as pessoas tem economizado energia elétrica.
Muitos pontos turísticos e o comércio estão com parte das luzes apagadas.
Na tv, informes são divulgados o tempo todo mas não mais em transmissão 24 horas (a não ser na rede estatal NHK e os canais de notícia). O canal educativo da NHK tem privilegiado a programação infantil.
No rádio (fonte importante de informação, já que facilmente são encontrados, funcionam com pilhas ou até manivela) muitas estações transmitem historinhas infantis para acalmar a criançada. E músicas tradicionais bem alegres e otimistas, em estilo enka,que trazem ânimo principalmente aos mais velhos.

Ken Hitosuji, na voz da cantora Misora Hibari.

Estilo de música que resgata o ânimo guerreiro nos mais idosos
(os mais propensos à depressão, tristeza e falta de esperança).

link do video
Vi que muitos rezam, segurando as notícias de jornais nas mãos, pelos templos da cidade.
Ora-se muito também pelos cidadãos que tentam apagar o incêndio na usina Fukushima Dai Ichi (conscientes dos graves riscos que correm, estão lá para proteger a vida de milhões).
Em uma pequena praça, perto da estação de trem, vi algumas pessoas de idade cantando gunka, as velhas canções do tempo da segunda guerra... pois vive-se uma nova guerra, o inimigo desta vez é o terremoto Touhoku.
Um novo cumprimento surgiu no Japão: além do bom dia, ouve-se muito "Touhoku Jishin ni Makenaide!" (Não se deixe derrotar pelo Touhoku Jishin!)
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Links de hoje:

Um parecer sincero, muito interessante, sobre a questão da mídia e a mensagem de um brasileiro que vive em Sendai - no Pequenas Cousas, blog de José Comessu.
Um físico nuclear da Universidade de Londrina manifesta-se sobre o alarmismo excessivo em relação à Usina de Fukushima - aqui
Notícia ruim aumenta ibope, claro. - tvs

Muito obrigado por acompanhar o Lost in Japan - Portal Nippon

http://lostinjapan.portalnippon.com/2011/03/uma-semana-terremoto-de-touhoku-lost-in.html

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Sempre fiquei imaginando como ficaria juntar as tramas de algumas novelas, mas fazia isso em meu imaginário com as novelas das oito, que agora é das nove, e das dez, que hoje em dia nem existem mais, uma lástima, eram as melhores.

Pegar Ti Ti Ti de Cassiano Gabus Mendes, e incoporar ao seu enredo duas tramas de Plumas e Paetês, assim como personagens de Elas por Elas (Mário Fofoca - Luis Gustavo), Locomotivas (Kiki Blanche - Eva Todor) eMeu Bem, Meu Mal (Divina Magda - Vera Zimmerman ), foi ousado, audacioso e criativo.

Tive o prazer de assistir à telenovela Ti Ti Ti, em sua primeira versão, do primeiro ao último capítulo, e amei cada um deles, me lembro de toda a trama; infelizmente não assiste à telenovela “Plumas e Paetês” e nem “Elas por  Elas”, logo nada sei dessas tramas;mas assisti à “Locomotivas” e “Meu Bem, Meu Mal”.

Na primeira versão de Ti Ti Ti era hilariante ver cada encontro de Suzana (Marieta Severo) e Ari (Luis Gustavo), perceber o amor latente presente em cada um, mesmo que eles resistissem tanto. A melhor cena foi quanto o Ari se apaixona pela argentina e marca para dançar um tango com ela, quem aparece para dançar o tango é a Suzana. A cena é inesquecível, a Suzana está armada e mostra a arma para a mulher; as falas, o que a Suzana fala para a mulher que finge não entender, e a Suzana vai repetindo…”Berro, três oitão…” É a melhor cena de toda a novela. 

Infelizmente no remake o destaque é para o preconceito social. A Suzana subiu socialmente e o Ari não saiu do Belenzinho, logo ele deveria ficar com alguém do próprio Belenzinho, afinal de contas ele é um tremendo sete um e a Suzana é uma mulher bem sucedida, que afinal de contas vai aparecer do nada um príncipe encantado, do nada montado em um cavalo branco.

O interessante é a Marta que na primeira versão vivida pela Aracy Balabanian teve um caso com o filho do André Spina; no remake tal envolvimento é desprezado, não agradaria ao público o envolvimento de uma mulher mais velha com alguém tão jovem, e olha que na primeira verão a diferença de idade era gritante. Alguém pode alegar que foi um melhor arranjo para agregar os três roteiros, a meu ver houve um preconceiro com a diferença de idade entre um homem jovem e uma mulher mais velha, e nesta versão a diferença de idade nem apareceria tanto.

Alegando o arranjo do roteiro, arrumasse uma irmã para MartaDira Paes  e esta irmã seria a mãe de Amanda, assim como Nicole Elizângela tinha uma irmã que só apareceu no final da trama, não fez falta na trama inteira.

Arranjo de cá, arranjo de lá, a Amanda Maria Cláudia terminaria com o tal de Renato José Wilker, mas foi arranjado uma outra personagem para ele, pois Marcela vivida por Elizabeth Savalla, morre em “Plumas e Paetês”.

O interessante é toda a indecição da Marcela Ísis Valverde, no remake atual, em como a trama foi tecida. O cara mentiu para ela sobre quem era, quando descobre que ela engravida diz quem realmente é e que ela quer dar o golpe da barriga, muito comum nos dias de hoje.

Ele vai embora do Brasil, ela vai embora do estado e começa a reconstruir a vida dela em outro lugar. Quando o cara descobre que é “pai”, que ele já sabia, se ela engravidou dele, fatalmente iria parir, a criança iria nascer, não ficaria para sempre no útero materno; ele descobre duas coisas: que o filho nasceu e o pior que mãe e filho estão bem e não precisam dele.

Ele filho único, herdeiro de uma grande fortuna, sempre manipulado por um pai, em que ele se aninha em tais braços da acomodação, se agarra ao ardil do pai para ter mãe e filho de volta.

“A arte imita a vida”, são fatos que já vi acontecer, houve sequestro de incapaz através de uma grande manobra empresarial, sequestro de incapaz com a presença da mãe que durante o tempo que ficou em tal lugar sofreu a “Síndrome de Estocolmo”. Só isso para justificar tal amor da personagem, porque mulher nenhuma em sã consciência, jamais amaria o pai do filho dela depois que ele lhe impusesse tal situação.

Como a “vida imita a arte”, imagina os absurdos que vão acontecer depois de um exemplo deste, dado pela “Vênus Platinada”. É triste ver o que fizeram com uma comédia deliciosa que foi a novela Ti Ti Ti maravilhosa, romântica, com uma trama interessante.

O que dizer agora da Valquíria vivida na primeira versão por Malu Mader , perfeita no papel, uma personagem excelente, destruída no remake devido à péssima atuação de Juliana Paiva, ela não conseguia convencer que estava no papel em nenhuma das cenas, era sofrível vê-la atuar, cada vez que ela aparecia ou mudava de canal ou tirava o som, até o som da voz dela era insuportável.

O oposto a atuação de  Maria Helena Chira , que mesmo apresentando o papel de uma fútil patricinha, mostrou ser extremamente talentosa, tanto que sua personagem foi crescendo dentro da trama e sendo transformado, agradando ao público a todo momento, cada vez que ela aparecia era uma alegria, destacando o lado cômico, não somente o romântico; muita sensibilidade artística.

Uma parte da trama não foi amarrada, onde foi parar o sobrinho da secretária da “Lugar Modells”, o sobrinho da secretária do Edgar e da Luíza, o garotinho que parecia ter alguma coisa com a trama desapareceu sem deixar vestígios, será que a Luíza deu algum chá atômico pro garoto… que ele desapareceu.

Minha total decepção com o remake de Ti Ti Ti , foi Ari e Suzana não ficarem juntos.

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